quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Moça do brinco dourado - Parte 3 - Carla Pepe

Moça do brinco dourado - Parte 3
By Carla Pepe

Seus corpos se esbarram, uma química entre eles rola imediatamente. Eles sentem a pressão e suas mãos se tocam. A mão de Jayme pega o corpo de Glorinha e vai até as costas no intuito de não deixa-la cair, mas também de trazê-la mais para perto de si. Ele pode sentir seu perfume um misto de lavanda e almíscar, a cor do batom levemente rosa, a boca carnuda, os olhos sensuais. Tudo nele se enrijece ante ao corpo volumoso da moça. E agora?

Glorinha prende a respiração quando Jayme segura seu corpo tão perto. As mãos dele nas suas costas pressionando fazem seu ventre bater descompassado. A vontade de que ele a pegasse nos braços e a beijasse era enorme. Mas ela nunca se deixara levar pelo prazer. Sua vida fora baseada na racionalidade, no pensamento lógico, no planejamento. E sabia que não ficariam apenas no beijo. Como lidar com as conseqüências do que aconteceria entre eles. Diante de tantas questões, ela chega a pensar em sair do abraço.

Como que se soubesse que ela sairia do abraço, Jayme resolve que, pelo menos, provaria o gosto daqueles lábios carnudos. Ele a beija sem demora, começa com um selo para sentir a seda, o rosa, e vai penetrando. O beijo parece uma relação, porque vai crescendo numa dança sensual. É um beijo que parece ter que durar a eternidade. Jayme quer eternizar o gosto da morena na sua boca. E assim vai percorrendo com sua língua a boca da morena sem pressa, sem volúpia, sem demora. Ela corresponde como se fossem velhos amantes, como se já conhecesse aquele caminho. Passa pelo corpo dele suas mãos como se quisesse deixar sua marca.

Naquela cadência sensual, os dois ficam por um tempo sentindo seus corpos quentes, sentindo a respiração ardente. Os beijos ardentes era o possível entre eles naquela noite de lascívia e possibilidades. Afinal era uma história complicada: ela sócia da firma na qual ele prestava consultoria. Ele tinha planos de crescimento profissional. Ela uma sócia respeitada. Mas o amanhã eles deixariam para pensar depois. Por enquanto, tudo que eles queriam era se render aquela vontade louca de beijar a boca e sorver o que pudessem daquele momento mágico.

Deixariam o porvir para pensar quando viesse a hora. Agora se permitiram viver o momento mágico onde seus lábios e corpos estavam se encontrando mesmo que sem a intimidade que gostariam.

Será que se renderiam a algo mais? Iriam além do beijo?




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