domingo, 29 de novembro de 2015

A moça do brinco dourado - Final - Carla Pepe

A moça do brinco dourado - Final 
By Carla Pepe

Os corpos se tocaram, ficaram ali se beijando, procurando resistir a urgência da entrega a paixão que os consumia. O problema é que tinham muito em jogo: ele sua consultoria, a ampliação do trabalho e ela a seriedade que vinha construindo. O que fariam quando amanhecesse o dia, caso deixassem aquela atração os consumir. Glorinha queria muito se deixar levar pela primeira vez em sua vida, mas tinha medo das conseqüências. Seu corpo dizia um coisa e sua mente outra.

Jayme queria jogar tudo para o alto e seguir o que o corpo queria, intuitivamente ele sabia que não se conformaria com apenas uma noite e que poderiam conversar sobre como seguir adiante sem misturar as coisas. Naquela noite, ele precisava dela, sentir o corpo dela desnudo sobre o dele, os beijos dela sobre o corpo dela, em todos lugares. Ele já estava rígido de prazer e sabia que não aguentaria muito tempo apenas naqueles tórridos beijos no sofá da sala. Estava se sentindo um adolescente e não um caso de 30 e poucos anos.

Obedecendo seus instintos a boca dele procura o corpo dela e suas mãos vão deslizando e desnudando seu corpo. Glorinha não oferece resistência, qualquer parte do seu cérebro a havia abandonado covardemente e agora ela resolvera pensar no que quer fosse apenas no dia de amanhã. Hoje ela se entregaria aquela chama que ardia desde o seu ventre, permitindo que ele a despisse e a conduzisse ao quarto. Ela também de forma urgente o despoja e o observa rijo. Ela se rende totalmente como numa oração ajoelhada diante do desejo que os consome. Eles experimentam uma noite sem freios, urgente, como se o amanhã fosse complicado demais.

Ela tem vergonha do seu corpo volumoso nu apenas com o brinco dourado, mas o olhar de apreciação e desejo intenso dele derruba toda insegurança. Ela se sente linda pela primeira vez em muito tempo com seu corpo, com suas formas, com sua inteireza e se rende totalmente, à lascívia. Os dedos dele percorrem o corpo dela perfurando suas reentrâncias úmidas. Sempre protegidos, ela o suga profundamente até que ele derrame sobre ela morna cálido líquido. E de quatro chegam ao êxtase final. Exaustos desmaiam sem pensar no amanhecer.  

Nada obstante, a alvorada os espera sem dó nem piedade. Ele não havia pregado os olhos, observando-a dormir. Ela era linda em sua beleza tão comum, em suas volumosas curvas, em seus seios fartos espalhados pelo lençol. Ele ficou ali buscando eternizar o momento, caso não tivesse outro igual. Ou mesmo se tudo não passasse do melhor sonho erótico dos últimos tempos. Ele queria encontrar a solução para o problema que tinham juntos. E quem sabe juntos terem uma chance. Mas agora...

Agora ele ia desfrutar daquela linda mulher espalhada na cama cujo corpo acabava de corresponder às suas carícias. O resto...bom...aí...quem sabe...



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