quarta-feira, 4 de novembro de 2015

As amigas - parte 3 - Carla Pepe


As amigas - Parte 3
By Carla Pepe

Como não sabia o que fazer, restou a Everaldo ficar no barzinho, tomando sua cervejinha. Lorena vê Juliana se aproximar e fica esperando para ver a reação da amiga e do rapaz. Ela percebe a troca de olhares e vê o interesse disfarçado da amiga. A menina-veneno entra em ação e dispara até a mesa antes que a amiga pudesse ficar mais do que dois minutos sozinha com o rapaz. Ele fica desconcertado ante o ataque a aranha vermelha e sente a outra amiga encolher. Seu instinto pede que a defenda mas ela rapidamente levanta e diz que vai buscar uma cerveja e dançar. Ele aproveita a oportunidade e diz que vai acompanha-la.

O lugar parecia da moda, pois estava apinhado de gente. No caminho, ele sente o corpo de Juliana, suas curvas, suas nádegas. Ele sente um vontade louca de pegar sua cintura e lhe dar um beijo louco, desses que suga a boca para sentir o gosto que vem da alma e enfiar a mão por baixo de sua blusa para sentir os seios grandes. Mas tudo fica apenas no pensamento, pois a garota não lhe dá um olhar sequer, como se soubesse das enormes garras da amiga. Nesse meio tempo, Lorena resolve atacar chamando o rapaz e Juliana para dançar. Sem que Everaldo se desse conta ele está dançando entre as duas e suas fantasias de tê-las na cama.

Lorena chama Juliana no banheiro e chega a fazer a proposta de irem a um hotel os três. Juliana arregala os olhos e nem acredita no que seus ouvidos acabaram de ouvir. Não era uma mulher pudica, mas tinha seus princípios. Menage não era algo que curtisse. Ela deixa Lorena sozinha no banheiro e resolve ir embora. Afinal, os dois que fizessem bom proveito um do outro. Everaldo vê Juliana passar com cara de poucos amigos por ele. E fica sem saber o que fazer. A ruiva vem logo atrás com aquele ar inocente-fiz-alguma-coisa. E ele o que fazia? Qual das duas? Seu instinto lhe dizia que Lorena só queria provocação e nada mais. Parecia ser só promessa. Já Juliana, a séria, pelo beijo que trocaram e pelas curvas de seu corpo, parecia ser uma noite inesquecível. Tinham uma química.

Ele resolve apostar em seu instinto e ir atrás de Juliana, deixando Lorena boquiaberta. Como ele podia escolher Juliana? Mas é a vida. Ela ia atrás do próximo e ele ficaria com a gordinha toda careta.

Everaldo pega Juliana na saída do barzinho pelo braço e diz: "ué já vai embora e ia me deixa ali sozinho?". Ela responde: "você já estava bem acompanhado!". Ele mais que depressa responde: "também estou indo, te acompanho." Ela se desvencilha de sua mão, dizendo não precisar de companhia mas o rapaz insiste e vai caminhando ao lado da mulher irritante. Num dado momento resolve tomar a iniciativa e a puxa para si, dando-lhe um beijo, tirando-lhe o batom rosa. O beijo é desses que possuem o corpo, a alma, os cabelos, as costas. Ele aperta os fartos seios com gosto. Juliana corresponde completamente entregue.

Eles estão no Centro da Cidade e ali mesmo eles começam uma dança sensual na rua, num canto escuro, aonde ele tira sua calcinha mínima de renda, enfia a mão por baixo da minissaia. Num dado momento a vira de costas para ele e a possui ali na rua. Juliana não consegue pensar, crer no que está fazendo. Tudo bem que já tinha fantasiado transar numa avenida, mas daí a realizar. Jesus! E eles ficam ali naquele momento de sensualidade e prazer. Claro que se lembraram da proteção, não eram loucos totalmente. Everaldo não conseguia sequer atinar para o que estava acontecendo a mulher era fogo total, lascívia na máxima potência. Tudo que ele queria, agora, era leva-la para um hotel e te-la a noite toda.

E agora o que fariam os dois? Para onde seguiriam? Ela manteria firme a vontade de ir embora?

Aguardem a parte final dessa história.











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