quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Ela é boa de samba - Parte 3 - Carla Pepe


Ela é boa de samba - Parte 3 
By Carla Pepe

Soninha deixaria seu corpo levar, responder a cadência do samba da paixão conduzir as coisas. Pensar agora seria perda de tempo. Eles partem para o apartamento dela, juntos tinham uma química, um negócio, uma atração que fazia tempo que não experimentava por alguém. Seus corpos tinham uma união. Braços, pernas, coxas, seios, nádegas.  Quase não deu tempo de chegarem até o apartamento dela, tal era a pressa que tinham um do outro.O coração dos dois batia descompassado, o corpo dos dois sambava em êxtase de paixão.

Foi uma noite sem limites, sem freios, totalmente de entrega. Ele jamais imaginaria que uma mulher pudesse ser como ela, sem frescura, sem lisura, absolutamente devotada ao ato sexual. As curvas dela, seu corpo, sua sinuosidade, o deixavam louco a todo instante. Ele nunca imaginou sentir algo assim por alguém. Foram posições, lugares, corpos como se simulassem a entrada da escola no dia do desfile. Era um mix de sentimentos que ele não conseguia dominar. Foi bem melhor não pensar em simplesmente nada. Tudo foi permitido entre os dois. E, no final, eles simplesmente apagaram, tal era a exaustão da noite impressionante.

O dia amanhece, Soninha resolve tomar um banho para pensar finalmente no que fazer diante do que tinha acontecido. Afinal, eram amigos e desejava manter a amizade acima do que tinha rolado entre eles. Ela também precisava tomar cuidado, para não entrar de "sola" no assunto e sim deixar fluir. Quando volta para o quarto, procura o amigo, ele tinha desaparecido. Ela o procura pela casa toda. Ele tinha ido embora. Como um covarde, tinha embora. A mulher fica enfurecida, sua vontade é sair correndo atrás dele e lhe dar um corretivo. Que homem faz isso? É um homem ou um rato? Aff mil vezes Aff.

Liminha sabia que tinha agido como um pusilânime, um infantil, mas qual homem não era um pouco infantil e medroso? Como enfrentar as conseqüências da noite? E se ela dissesse que foi tudo um engano? E a amizade deles como ficaria? E assim foi ele para o trabalho, cabisbaixo, sabendo que teria que enfrentar a fúria da morena mais tarde. Afinal, sabia que ela não deixaria a situação assim. E ele desejava que eles tivessem algo. Tinha sido uma noite fantástica. Ter noites com ela seria maravilhoso. Mas será que agora ele teria alguma chance?

A semana foi passando e ela  não sabia se ligava para o pávido amigo ou se o deixava no "modo silêncio". A raiva só crescia, ainda mais porque o desejo de estar com ele só se avolumava. Tinha até se resolvido pensando nele. Afe Maria! Hoje era dia de ensaio da Comunidade. Como seria vê-lo? Ela resistiria a ele? Estaria menos brava?

Aguardem a Parte Final





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