domingo, 20 de dezembro de 2015

Nina, a espanhola



Nina, a espanhola
By Carla Pepe

Nina era uma mulher de 40, bonita, pequena, volumosa, seios fartos, coxas grossas, cabelos com coloridas e poderosas faixas no cabelos. Ela tinha uma boca carnuda, inteligente e sempre uma opinião sobre tudo. Quando ela sorria, o rosto inteiro sorria junto. Seu olhar emanava uma sensualidade sem igual, mas ela parecia nem notar. Gostava de samba, cerveja, rir, conversar, sair com os amigos. Era caixa de uma loja de acessórios e militante de movimentos sociais.

Naquele dia, ela estava irritada, tinha discutido com a mãe mais uma vez. Sua mãe estava sempre falando sobre seu corpo. Ela se achava linda e se cuidava. Gostava do seu corpo exatamente como era. Cada curva, cada sinuosidade. Fazia sua aula de dança três por semana e se alimentava de forma saudável, mas amava quem era. Ela definia seus próprios padrões. Cada um na sua, mas sua mãe não entendia. Queria que ela fosse como Dorinha, sua prima magrinha-sarada-botox-academia. Nada contra Dorinha, mas ela se chamava Nina. Aff. Já tinha passado da hora de sair da casa dos pais.

No caminho, eles tinham se esbarrado quando ela fora comprar um copo de café preto. Precisava desse líquido para começar a funcionar. Ele era amigo de uma amiga e já o tinha visto no boteco onde tomava umas cervejas nas 5as feira. Sempre que começava algum tema polêmico, eles divergiam nas opiniões. Mas até que ele era bonito e tinha umas mãos, que ela sempre imaginava pegando a sua bunda. Afe Maria. Tudo que ela precisava num dia como aquela era uma boa transa e nada mais. Mas não ia rolar porque seu PA estava viajando. Sua amiga a chamou para habitual cerveja e ela topou é claro.

Chegando no bar, depois do exaustivo dia na loja, Nina viu que já estava maior galera com sua amiga na mesa, inclusive ele. O papo começou animado, mas eles novamente estavam discutindo em todas as opiniões. Ela decidiu, então, que era melhor ir embora, sentia-se cansada e as discussões não ajudavam. Despediu-se de todos e caminhou para fora do bar, quando sentiu uma mão pegando no seu ombro gentilmente: "já vai?" Ela retruca sobre o dia de trabalho e sai caminhando. Ele sem saber porque vai atras dela e insiste em ir com ela até o ponto do ônibus. Algo naquela mulher lhe causava um tesão enorme, talvez fosse boca pintada de batom, os generosos seios sempre em bons decotes ou a postura sempre altiva diante da vida. O fato é que ele gostaria de beijar-lhe a boca, tirar-lhe a roupa e transarem a noite toda, até que não lhe restassem mais palavras.

No meio do caminho para o ponto, ele resolve obedecer seus instintos, pega Nina pelo braço e a puxa para si e a beija com cobiça e desejo. Ela corresponde ao beijo com pressa e nervosismo, tudo que ela queria era aquele beijo e muito mais dele. As mãos dele exploram o corpo dela até chegarem nos seios, onde se demoram. As mãos dele eram tudo que ela havia imaginado. Ele sugere em seu ouvido irem para algum lugar privado. Ela aceita na hora.

A noite dos dois é feita de sexo sem freios, sem repreensões. Aquela mulher não tinha limites ou posições proibidas. Ele pegou de quatro, de lado, de frente, em pé. Ela rebolava e tinha uma vontade. A visão daquela mulher de quatro era pura lascívia e parecia entregue a tudo que ele quisesse. Ela tinha uma sensualidade, uma sinuosidade. E seus seios? eram puro deleite. Fazer a espanhola nela foi uma das melhores coisas dos últimos tempos. E ao final, ela o sorveu com calma e volúpia, afinal ele era delicioso.

Quando tudo acabou, Nina, sem nenhuma vergonha, caminha nua pelo quarto, o chama para o banho e lhe diz com toda gentileza que estaria indo embora. Ele, atônito, pois achava que eles ficariam a noite e discutiriam os rumos da relação (talvez se tornassem amantes regulares, na opinião dele). Ela, diante da perplexidade dele, arremata "mas se quiser outras vezes a gente pode combinar, afinal 5a feira é sempre um bom dia para uma boa cerveja..."








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