quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Mo & Mo - Carla Pepe



Mo & Mo
Para duas pessoas que eu amo e que se amam, porque amor é construção!!!
By Carla Pepe

Ele tinha ido aquele lugar de má vontade com os amigos, não sabia dançar direito e preferia ficar no bar bebendo, vendo jogo e conversando. Era um ambiente era para dançar, zoar e para beijos de uma noite só. Mas seus amigos tinham insistido em ir, afinal era o point do momento e todas as meninas mais gatas estariam lá. Bom, ele ia ficar sentado, quieto, no seu canto, tomando sua cerveja, vendo jogo naquele lugar barulhento. Estava meio mal humorado naquela noite.

Ela adorava dançar e era tudo que ela queria: dançar, dançar, dançar. As amigas a tinham chamado para o novo lugar da moda. Diziam que era tudo de bom e que o DJ era massa. Ela iria experimentar e aproveitar a noite. Ela morena da cor do pecado, cabelos enrolados, baixa, mas do tamanho ideal. Naquela noite, resolveu sair de arrasar: sainha rodada, decotinho, blusa branca nova, batom vermelho. Chegou no lugar da moda e já se jogou na pista de dança. Ela esbanjava sensualidade no sorrir, no olhar, no dançar. Estava queimada do sol de verão do Rio de Janeiro.

Ele bebericava sua cerveja quando a morena entrou na pista de dança. Morena linda, da cor que o diabo gosta, parecia feita só para ele, sob medida. Ela tinha um corpo escultural: bunda, seio, coxa. Mas ela dançava que era uma lindeza e ele? Ele não dançava nem 1,2,3. Afe...e agora? Como se aproximaria da gostosa? Quem sabe ela sentiria sede? Afinal, ela estava dançando fazia um tempo. Levaria uma bebida pra ela e puxaria um assunto. E é o que ele faz, vai na direção dela com uma bebida na mão. Quando eles está se aproximando da gata,  alguém esbarra e toda a bebida vai parar na blusa branca nova da morena-dançarina-toda-gostosa. Putz! Todas as chances dele tinham ido por bebida abaixo. Ela esbraveja e dá um grito, exclamando um palavrão. Ele tenta secar, mas a morena fica irritada.

Ela caminha rapidamente até o banheiro, furiosa com o carinha que lhe havia derrubado a bebida em sua blusa nova. Na saída, ele a está esperando para pedir desculpas, ela nem o deixa falar e começar a esbravejar sobre quanto custou a roupa que ele havia sujado, como trabalhava duro, entre outras coisas. Ele só conseguia pensar no quanto seria gostoso beijar aquela boca carnuda. E resolve ter uma atitude ousada e rouba o beijo da morena, que fica sem ação. E não é que o cara beijava bem? pensa logo a morena.

Eles tem uma química que torna impossível não corresponder. O beijo tem urgência, sofreguidão, luxúria que a escuridão do lugar permitia aos dois. As mãos dele procuravam o corpo dela: sua nuca, sua bunda, seus seios. Era impossível se controlar. O lugar, dentro do point, em que eles estavam lhes permitia certa privacidade e eles continuavam aquela dança sensual, reservada e a dois. Ela não acreditava no que estava acontecendo com ela. Tinha acabado de encontra-lo, mas era como se o conhecesse há tempos. Estavam praticamente transando num lugar público. As mãos dele procuravam seu ventre úmido e quente. As mãos dela buscavam com pressa seu membro rígido. E aquele rebuliço continuou até que não foi possível mais aguentar: ele afastou a minuscula calcinha fio dental e, sob a proteção dos santos das camisas, a invadiu ali mesmo de costas. A dança sensual estava completa.

A cabeça dela rodava e agora como seria? nem sabia o nome dele. Só sabia que gostaria de ficar com ele até o sol raiar. Mas quem sabe o que seria depois daquela dança...Bom...ela só queria saber de dançar...dançar..dançar...





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