quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ana Linda - Parte 3 - Carla Pepe

Ana Linda - Parte 3
By Carla Pepe

Ela sai correndo do chuveiro para atender o celular e vê o numero desconhecido. Ouve a voz do outro lado e reconhece ser dele, do homem com quem tinha passado a ardente noite. Ela responde ofegante e eles ficam conversando. Eles tinham uma sintonia de quem se conhecia há anos. No final, marcam um novo encontro para sábado num novo barzinho alternativo à meia luz com musica de vanguarda. Ana desligou o telefone animada já escolhendo a calcinha de renda fio dental que usaria no sábado.

Jorge desligou o telefone incerto de sua decisão de continuar aquela história. Estava tudo indo rápido demais. Confuso demais para ele que tão metódico, tão certo nas coisas que fazia em sua vida. Ele sabia sempre o que ia fazer. Da hora que acordava até o momento em que ia dormir. Estava tudo sob controle, com exceção de ontem. Até seus namoros tinham sido previstos: Sara, Cristina, Vivi. Todas ele tinha paquerado, saído, namorado para depois transarem. Nada como quinta-feira. Só uma coisa ficara sob controle: a proteção. Porque até isso a danada da garota tinha na bolsa. Jesus! Só de pensar nela, ele já ficava fora de controle. Mulher fora da linha!!! E o seu celular? Vibrando mais que qualquer coisa. Os rapazes estava fora de si. Mas ele preferia ficar em silêncio. O que diria? Contaria como foi? Não diria nada?

Enfim, o sábado chegou. Jorge chegou 15 minutos antes como era de seu habito nos encontros. Tinha se arrumado, calça jeans, blusa, perfume, deixara a barba meio por fazer, era seu novo estilo.Sentou no bar e pediu uma água tônica. Dessa vez queria estar sob controle. Ana caminhava tão rápido quanto era possível com seu sapato vermelho de salto. O vestido vermelho justo novo também não ajudava. Estava atrasada como de habito. Tinha ficado se arrumando. Resolvera colocar o conjunto branco de lingerie fio dental branco mesmo que sua bunda ficasse enorme nele e os seios maiores ainda. O vestido vermelho com o decote em V ficara um arraso e agora andava a passos lentos. Mas os olhares que atraia faziam valer os esforço, pois esperava que Jorge também gostasse.

Jorge esperava por ela impaciente, quase se afogando em água tônica. De repente seu olhar é atraído para uma dama de vermelho. Surge ela, Ana linda, poderosa, grande, num vestido vermelho. Ela não fazia seu tipo de mulher: era gorda, de seios grandes, bunda grande, com barriga. Mas era tão sensual, tão cheia de presença, que ele esquecia de tudo quando ela aparecia. Ele tinha certeza de que ela era o tipo de qualquer homem. Ela era inteligente, sagaz, bem-humorada e atrasada. Aff muito atrasada!!!

Ela se aproxima e percebe a irritação de Jorge. Não sabe se com seu atraso, com sua roupa, com o lugar ou com o que. Mas se o negócio é jogar, a bola está em campo. Ana resolve usar todas as suas táticas e parte para o ataque. Puxa Jorge para si mesma, cola seu corpo no dele e tasca-lhe um beijo naquele ambiente a meia-luz. Um beijo ardente e tão colado que Jorge quase sente o ventre úmido da deliciosa mulher. A vontade dele é primitiva: pegar Ana nos braços e tirar daquele lugar e levar para o primeiro quarto que encontrar.

Ana sentindo o poder da atração se afasta mais que depressa, senta no bar, cumprimenta o barman e pede uma Vodka. Eles começam a conversar e a vontade de ficar mais perto vai crescendo. Mas dessa vez, ela havia resolvido ir com calma com o menino. Não tomaria a dianteira. Deixaria que ele sugerisse. Jorge fica ali também a espera de ver o que Ana fala. Ele já tinha tocado em suas pernas, suas mãos já tinha até escorregado por dentro do vestido mas nada dela sugerir saírem do lugar à meia-luz. Jesus! Ele estava enlouquecendo. Mulherzinha terrível!!!

Ela diz que vai ao banheiro e pede que ele a acompanhe. Na saída do banheiro, ela encosta na parede e lhe dá um beijo, desses que ele quase sente a alma. Jorge, então, sente quase nada de calcinha. E quase morre de ataque do coração. Que mulher é essa!!! E agora? Ele ia ficar naquilo a noite toda com ela? Porque ela não ia sugerir nada, parecia estar brincando com ele pelo modo como sorria e contava historias a noite toda. O que ele faria? Manteria seu método? Sair, namorar, passar um tempo? Como resistir? Aff mil vezes Aff...

E vamos a parte final...Aguardem














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