quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Ana linda - Parte 1 - Carla Pepe


Ana linda - Parte 1
By  Carla Pepe


Ela passava por eles sempre e de um tempos para cá andava diferente. Parecia mais bonita, antes era tão comum. Eles não sabiam dizer o que era, não era dessas belezas de academia. Ela tinha um corpo avantajado, seios fartos, sua barriga saliente, suas coxas grossas e quadris largos. Mas tinha um quê de ousadia, de seriedade, de determinação. Ela usava sempre minissaia, short curto, sutiã com alça aparecendo, blusinhas coloridas e muitos decotes. Os rapazes - uns amigos que trabalhavam perto da praia e no final do expediente sempre às quintas-feira batiam ponto no bar da esquina. Aproveitavam e ficavam ali só expiando meninas passarem na volta da praia.

Naquele dia, a bolsa dela arrebentou e tudo foi ao chão. Jorge rapidamente foi acudir a moça na tentativa de recuperar os verdadeiros tesouros que cabiam na bolsa de uma mulher. Ela logo lhe dá o mais lindo e sensual sorriso que ele já tinha visto. Ana tinha achado Jorge bem charmoso e quem sabe rolasse alguma coisa entre eles. Ela já tinha notado os olhares dos rapazes sobre ela e ele era o que mais a atraia. Não sabia dizer o que no rapaz a atraia, mas ele tinha algo que chamava atenção. Era um homem comum desses que merece um segundo olhar, mas ela gostava de homens comuns.

Ele a chama para beber um refrigerante e ela aceita. Eles caminham até o bar e sentam numa mesa no canto sob os olhares atentos dos amigos. Ela acaba trocando o refrigerante por uma cerveja e ficam ali bebericando e conversando. Suas mãos se tocam suavemente. A mão dele escorrega lentamente para sentir a perna desnuda dela. Naquele dia, ela estava de minissaia colorida e blusa preta. Ela discretamente pegou logo o batom rosa e aplicou no lábio.  Ela sente a vibração entre eles e o chama para saírem dali e irem para algum outro lugar.

Eles pegam um táxi e se beijam. Uma explosão de volúpia e paixão acontece entre eles e quase se rendem ao desejo que os consome ali mesmo. Sem que Ana soubesse como eles acabam num discreto hotel próximo ao bar e se entregam a noite. Mãos, pernas, bocas, seios, ventre, falo. Foi tudo tão impressionante que Jorge nem sabia o que fazer com aquela mulher. Por onde começar, por que caminhos ir naquele corpo tão entregue, tão submisso. Jesus que mulher era aquela? Seria alguma pegadinha? Talvez fosse melhor parar, mas como dizer isso para ela? Ana sente a hesitação de Jorge e fica insegura. Será que ele não gostara do seu corpo nu? Era grande demais? Seios grandes demais? Bunda? E agora o que faria? Ir embora? Como sair dessa situação constrangedora?





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