quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Eu me amo (Carla Pepe)

Eu me amo. Não posso mais viver sem mim (Ultraje a Rigor)
Ontem queria ter escrito sobre uma declaração de certa atriz, mas tudo que escrevi pareceu grosseiro demais para quem lê minha linha do tempo...
Hoje o que eu gostaria de dizer para ela é que é uma pena que ela tenha tamanho preconceito, tamanho falta de amor para com o próximo. Afinal, todos somos no mundo resultado de um somatório de fatores: sociais, culturais, econômicas, políticas, étnicos, biológicos, entre outros.
Penso que ela apenas falou o que parte da sociedade pensa, afinal nos vemos cercados o tempo todo da ditadura da magreza, da beleza, da estética. Ontem um professor do qual sou fã deu uma aula sobre a diferença de padrão saudável e estético e de como pode ser distorcida da imagem corporal de uma pessoa. Posso ser saudável e não necessariamente ser magra. E posso ser magra e não necessariamente ser saudável. Essa conta não fecha exatamente assim.
Posso ter um corpo fora dos padrões estéticos ocidentais e ser saudável, linda e sexy. E com isso falo também das magrelas, das extremamente gordas, das muito altas, das muito baixas, entre outras. Ou seja, de todas as que ficam fora da curva dos padrões criados pela sociedade capitalista que forma a consciência coletiva e molda o que é belo e "victoria angel".
Senhora Atriz sou uma pessoa linda, amada e maravilhosa, não importa o tamanho do meu corpo. O que realmente importa é o que tem dentro do coração: a bondade, a caridade, a compreensão de que o outro é diferente de mim. O que me faz diferente é a minha capacidade em compreender que posso ser linda pelo meu largo sorriso, meu olhar ainda que meu corpo seja diferente daquilo que é considerado padrão modelo de beleza.
A senhora meu desejo de que seja bem cuidada em sua idade e que nenhuma pessoa gorda caia sobre si, afinal de tão magra que és pode quebrar algum osso. O que na sua idade é um mal...Boa noite!!!
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