terça-feira, 9 de agosto de 2016

Revolução - Carla Pepe

É difícil, é complexo. O preconceito está a espreita em cada esquina. As cobranças vêm de onde menos se espera e das pessoas que mais se ama. A comparação é a balança mais cruel. Nas mais sublimes fantasias e sonhos, as imagens tem outros
enquadramentos. As princesas tem outros corpos e são todos diferentes do meu. Por muito tempo desejei ser outra pessoa, encaixar esse corpo em outro, ter outras curvas.
Sou grande, volumosa, mas muitas vezes me sinto pequena. Ocupo os espaços, seja pelo riso, pelo pensamento, mas também pelas roupas, pelo sentar, pela altura da voz. E isso, as vezes faz com que me sinta menor ainda.
Mas busquei ser eu mesma, afinal não dá para ser outra pessoa. Somos o que somos mesmo que corramos de nós mesmos.
Comecei a olhar, detalhadamente, cada curva do corpo que antes eu apenas sustentava. De repente, deixei de colocar o peso na balança errada e fui colocando peso na balança certa.
As comparações ainda são inevitáveis. O preconceito ainda existe. Ainda tem gente que acha que pode dizer o que devo usar. Existem pessoas que acham que sabem qual é o melhor caminho para mim. Existem outras que querem dizer quais são as melhores dietas e que as fotos de cerveja não deveriam constar da minha pagina do feissy.
No entanto, alguma coisa está acontecendo comigo. Algo mudou no meu pequeno universo particular. Retroceder não é uma opção. AFINAL EU FIZ A MAIOR REVOLUÇÃO DA MINHA VIDA. EU ME AMO E ME ACEITO DO JEITO QUE EU SOU.
Hoje o melhor conselho que eu posso te dar é: PARE. SIMPLESMENTE PARE DE SE ODIAR. SE AME. ACEITE-SE. E VOCÊ VERÁ QUE A MAIOR REVOLUÇÃO DA SUA VIDA VAI COMEÇAR.
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