segunda-feira, 9 de maio de 2016

Nana - Carla Pepe


Nana
By Carla Pepe
‪#‎Carla440‬
Nana era volumosa, linda, sempre de batom nos lábios carnudos. Mulher trabalhadora sempre com sorriso nos lábios, olhar sincero e abraço fraterno. Lutava pelas causas em que acreditava. De vez em quando, ia ao baile dançar. Era sua terapia. Atraía olhares não pelo corpo, mas pela sua segurança, pelo sorriso, pela sua inteligência. Era mulher de sangue quente. Não devia nada a ninguém. Se tivesse que ir para cama com um homem ia e pronto. A decisão era sua e dele.
Ultimamente ela andava meio cansada da vida, da luta, de sentir que não ia a lugar nenhum por mais que trabalhasse. Estava sempre devendo dinheiro a alguém. O dinheiro não fechava no final do mês. Resolveu ir ao baile mesmo sem grana pois precisava distrair o corpo e a mente, afinal aquele dia tinha sido punk.
Chegando lá com seu salto, sua saia justa e seu decote, sentiu logo um certo olhar. Já tinha visto aquele cara lhe mirando antes. Uma vez haviam conversado. Ele era inteligente pacas e ela gostava de homens inteligentes, que tinham algo a dizer. Resolveu ficar próximo a ele e naquela noite dar uma chance melhor ao papo dos dois. Da última vez, terminaram discutindo e a noite foi um fiasco.
Ele se aproximou dela e perguntou se ela aceitava uma cerveja. Ela prontamente aceitou um copo. Ela tinha um jeito sensual, um sorriso franco, ele gostava disso. E era inteligente, tinha algo a dizer. Era bom ter com quem trocar idéias. Ficaram ali dividindo uma cerveja e conversando sobre música, cinema e teatro. Quando o baile acabou, ela levantou e ele perguntou se podiam dividir um uber. Ela aceitou.
Ao entrarem no carro, seus corpos se tocaram e foi uma explosão de sentimentos. Uma vontade de beijar aquela boca carnuda tomou conta dele e foi impossível resistir. Os dois se beijaram e as mãos dele percorreram o corpo volumoso, demorando-se nos seios fartos. Ele passou as mãos por baixo da blusa para sentir a pele nua. Ela procurou o membro rígido dele por cima da calça, como que para sentir-lhe a tensão.
E foram assim até o hotel mais próximo. E lá, foi uma noite de luxúria e prazer, dois corpos, duas mentes. Ele a possuiu de todas formas possíveis. Ele a tomou de quatro, puxou seus cabelos e lhe trouxe para si. Ela o sugou até não aguentar mais e estourar de prazer. Ele falou palavras em seu ouvido, ela gemeu coisas sem sentido. E assim nus adormeceram e novamente se comeram até de manhã.
E ela teve a certeza de que o baile era a melhor terapia para os dias difíceis da vida...


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