sexta-feira, 8 de maio de 2015

Rio de Janeiro, 8 de Maio de 2015

Oi Mãe

Tudo bem por ai? Aposto que andas dando boas risadas com os amigos antigos que partiram e que com os novos que fizeste. Imagino que estejas cuidando dos que chegam e intercedendo pelos que ficam. Eu e Claudia estamos bem.

Claudia se formou em Enfermagem e fez Residência na UERJ. Nosso maior orgulho mãezinha. Hoje ela é enfermeira de um hospital-maternidade da rede privada de referencia. Menina porreta minha irmã, mãe. Em muitas coisas ela me lembra você: na garra, na personalidade forte, na alegria, no senso de humor, no posicionamento diante da vida. Claudia tem dois filhos: Caetano e Bruna. Lindas crianças, sinto são meus mãe. Somos muito unidas como você nos ensinou.

Eu consegui passar no concurso da Fiocruz, em 2006, em primeiro lugar. Como você estaria orgulhosa de mim, mãe. Tenho certeza de que teria falado para todos na rua da conquista da sua filha. Em 2009, nasceu minha filha mãe: Giulia. Pois é, sou mãe. Ela é linda. Tem cabelos cacheados como os seus e um sorriso que nos mata de tão lindo que é. Eu a amo tanto que chega a doer. Ela é um grude mãe, exatamente como eu era com você. Nós somos boas juntas, eu e Giulia.

Saudade de mãe é sentimento que dói demais, mãe. Parece que ameniza com o tempo mas continua ali. Sei que você está conosco nos aprendizados, nas lembranças, nas continuidades, nas heranças. Mas, as vezes sinto uma falta sua física sabe? De ouvir sua voz, de saber como você está, de sentir sua pele. De levar bronca, de deitar na cama do seu lado, de ler um livro encostada nas suas costas, de ver um filme junto contigo numa tarde de domingo.

Bom, escrevo essa carta para dizer que na linha do infinito de Deus eu te amo para sempre. A saudade de ti é grande como o mar e o céu. Talvez essa noite eu sonhe...sonhe com você...

Um beijo da sua filha,
Carla
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